Mancha no Golfo do México estimula bactérias degradadoras de petróleo

24 08 2010

Amostras colhidas do fundo do oceano na região da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, revelam que o derramamento de petróleo no local estimulou bactérias biodegradadoras, que podem representar a arma mais eficiente de combate aos “resquícios” do desastre ambiental.

A coleta do material foi feita por navios em operação na região entre os dias 25 de maio e 2 de junho. Foram levadas 17 amostras de água entre 1.099 e 1.219 metros de profundidade, a uma distância de até 10 km do poço. Variedades de protobactérias gama estavam presentes no material recolhido. Sequeciamento de genes permitiu identificar os micro-organismos como pertencentes à ordem Oceanospirillales.

Bactérias degradam petróleo em amostra da mancha acarretada pelo vazamento na plataforma  (Foto: Science / AAAS)

Bactérias degradam petróleo em amostra da mancha acarretada pelo vazamento na plataforma (Foto: Science / AAAS)

Quase todas as protobactérias gama são conhecidas por degradar hidrocarbonetos e são estimuladas pela presença de petróleo em ambientes frios, como é o caso das águas profundas do Golfo do México. Os organismo não necessitam de oxigênio para respirar e sua ação na biodegradação do petróleo poderia passar despercebida pelos métodos convencionais de detecção desta atividade, que se baseiam nos níveis de concentração de oxigênio na água.

Para os pesquisadores responsáveis pelo trabalho, há um potencial para a dissipação da mancha de óleo a mais de 1.000 m de profundidade com o método, sem acarretar queda abrupta nos níveis de oxigênio da água, ameaça que pode comprometer a vida marinha no local.

O trabalho, de autoria de Terry Hazen e colegas, será publicado na próxima edição da revista Science. Engraçado como tudo que tem a mão do ser humano tem seus problemas, não acham? Sorte nossa que a natureza sabe se controlar sozinha, mantendo o seu equilíbrio que o homem faz o favor de quebrar.





Um “Photoshop” pela natureza

22 07 2010

O Greenpeace divulgou nessa semana uma denúncia a uma suposta imagem adulterada que a BP divulgou de seu trabalho na solução do vazamento no Golfo. A imagem mostra uma equipe da empresa que estaria supostamente trabalho para a solução do caso. A idéia da BP era mostrar que ela estaria se doando ao máximo para a solução do problema, com um trabalho árduo e ininterrupto. É aí que as coisas se complicaram.

A equipe de um blog independente chamadoAMERICAblog averiguou as imagens e descobriu que elas teriam sido fraudadas por uso de montagens. As imagens seguintes comprovam a denúncia:

Imagem divulgada.

Imagem divulgada pela BP.

Foto adulterada

Detalhes de suposta edição da imagem, com bordas brancas ao entorno da cabeça de um dos operários.

Telão editado

As telas dos computadores, que estavam desligadas, foram editadas com imagens da operação nas cápsulas de petróleo do Golfo

Essa é a resposta que a BP dá ao público de todo o mundo que assiste ao que é, provavelmente, a maior catástrofe ambiental de toda a humanidade. Me pergunto, porque as telas dos computadores estariam desligadas em plena urgência que essa operação sofria? Porque seria necessário adulterar uma imagem para mostrar que a empresa estaria se esforçando para solucionar esse desastre? Não teria que ser algo mais do que natural? É uma “obra-prima” dos impactos ambientais, meus caros. Era para os culpados por esse ocorrido estarem, realmente, preocupados com uma solução e não fingindo estar com adulteração de imagens dos bastidores da empresa.

Que tal usarmos um photoshop para também escondermos as queimadas na Amazônia? Ou para engordar a fome na África? Uma coisa é certa, limpar essa mancha do golfo eles não conseguirão com mero Photoshop.





Um dia para comemorar.

15 07 2010

O buraco do golfo do México parou de vazar, pessoal.

Claro que quase todo o petróleo derramado continua lá, mas pelo menos por enquanto não está vazando mais dessa peste de óleo.

O link da informação é este aqui:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/oleo-para-de-vazar-em-poco-da-bp-no-golfo-do-mexico-pela-primeira-vez.html

Bom é isso né. Finalmente apareceu a luz no fim do túnel.

_______

Edição: Thiago Raydan

“Eles mataram o Golfo!”


Um dia para comemorar… ou não.

Peço licença ao Guilherme para fazer uma pequena edição ao post dele (ato que chega ser um crime no código de conduta dos blogueiros!) para fazer uma visão diferente de tudo isso, evitando criar outro post com o mesmo assunto. Antes de abordar o assunto que vim aqui colocar em pauta, gostaria de reforçar o tempo que tudo isso durou. Foram 3 meses sem soluções para o problema. 3 meses de vazamento contínuo de óleo. Até para a instalação desse novo equipamento houve demora! O prazo era que os testes, que só aconteceram hoje, deveriam ocorrer na 3ª feira dessa semana, mas o prazo foi adiado devido a dúvida dos técnicos sobre a sua segurança.

Enfim, vamos ao ponto que queria tocar. Foram 3 meses de vazamento. No primeiro mês do ocorrido já haviam derramado cerca de 150 milhões de litros de petróleo no Golfo. Pela proporção, hoje já haveriam cerca de 450 milhões de litros derramados naquele local. O ocorrido pode ser apontado, facilmente, como uma das maiores catástrofes ambientais de todos os tempos. A ambientalista do vídeo que passarei a seguir já diz: “Eles mataram o Golfo.” O comprometimento da vida marinha, tanto animal quanto vegetal, é uma grande perda para todo o ecossistema. A flora marinha é a mais importante para a nossa sobrevivência. A flora oceânica é a chamada de verdadeiro pulmão do mundo, devido ao fato das florestas, como a Amazônia, consumirem grande parte do oxigênio que elas produzem por fotossíntese.

Bom, segue agora o documentário que me inspirou a fazer esse complemento no post do meu colega Guilherme:

Aqui estão algumas imagens que a MÍDIA NÃO MOSTRA do ocorrido no Golfo Pérsico.

O vídeo está em inglês, mas as imagens bastam para chocar qualquer um.

“Eles podem concertar isso? Talvez em 30 anos! Boa sorte! Eles mataram o Golfo! (…) Tudo está morrendo. Se não está morrendo está morto. Eles não podem concertar isso.” – Ambientalista de Louisiana

“Não vamo descansar nem nos satisfazer enquanto o vazamento de petróleo não for contido e o golfo for limpado e enquanto os moradores do Golfo não puderem voltar às suas vidas. (…) O que vocês não sabem, é que todos aqui estão trabalhando dia e noite, 24 horas para mudar isso.” – Presidente Barack Obama

Enquanto isso, Obama joga golf para passar o tempo, Tony Hayward, presidente executivo da BP, descansa bem longe dos problemas que sua empresa causa no Golfo, e este continua falecendo cada dia mais.





E o vazamento continua…

11 07 2010

A companhia BP retirou hoje o sistema de contenção que captura parte do petróleo que vaza no Golfo do México para instalar um novo e, assim, conter totalmente o fluxo.

Após a extração do aparato, o petróleo começou a fluir livremente ao mar, enquanto a companhia prepara a colocação do novo sistema. A BP disse em comunicado que o processo completo poderia levar entre quatro e sete dias. Entre a remoção da camada atual para a nova, o petróleo vazaria novamente sem controle, disse a BP.

Apesar disso, com a nova capa, a empresa deu garantias de que não haverá novo derramamento de petróleo no leito marinho. Se tudo der errado, uma outra capa estará à disposição para ser usada. O plano é de colocar um novo sistema que é capaz de capturar até 80 mil barris por dia, em vez de apenas 25 mil por dia, como no sistema antigo. Quando estiver funcionando, o novo sistema deve capturar praticamente todo o petróleo que está vazando do poço, segundo as autoridades responsáveis pelo vazamento.

Imagem divulgada pela BP mostra saída livre de petróleo após a remoção do funil, neste domingo (11)

Imagem divulgada pela BP mostra saída livre de petróleo após a remoção do funil, neste domingo (11)

Enquanto isso, até a BP instalar o novo sistema, o petróleo continua a vazar completamente sem controle. Cientistas estimam que o vazamento esteja despejando 60.000 barris de petróleo por dia ao mar.

Vamos ver se, finalmente, um plano da BP tem sucesso.





Tentativa de contenção do vazamento de petróleo falha

30 05 2010

A companhia de petróleo, British Petroleum (BP), anúnciou ontem, dia 29 de maio, que a primeira tentativa de cessar o vazamento de petróleo no Golfo do México fracassou.

O plano era conter o vazamento com injeção de fluidos pesados, como lama, no poço. Até ontem a companhia ainda estava investindo nessa estratégia, mesmo acreditando que não seria o suficiente.

O plano alternativo agora é selar o duto estragado do poço com a instalação de uma cúpula. O vazamento já está no seu 41º dia, até quando que isso durará?

Plano de contenção do vazamento da BP falha.





A “mancha” no Golfo do México

29 05 2010

Olá a todos!

Peço desculpas pela minha longa ausência, nossos dias andavam corridos para registro semanal no blog. Mas estamos de volta a ativa com os registros do P.A.R.E. e com as mais importantes notícias e questões ambientais.

________________

Bom, todos nós ficamos sabendo do incidente que marcou o dia 20 de Abril, quando uma plataforma de petróleo explodiu e afundou na região do Golfo do México, liberando uma quantia imensa de óleo no oceano. O vazamento é indicado como o maior da história, contando cerca de 71 milhões a 147 milhões de litros de petróleo lançados no mar, desde a data do incidente.

Vazamento de óleo

147 milhões de litros de petróleos. E o pior de tudo? A petroleira britânica British Petroleum (BP), responsável pela plataforma que sofreu o vazamento, não conseguiu até hoje contê-lo. São mais de 5 semanas de vazamento constante, liberando litros e litros de óleo. A tendência é do vazamento aumentar ainda 10 vezes do índice atual.

Vocês entendem as consequências dessa catástrofe? As consequências de 147 milhões de litros de petróleo em pleno mar? O efeito desse vazamento afeta toda a vida marinha e selvagem dos litorais em que o óleo alcança. Os governos de Lousiana e Flórida já declararam estado de emergência diante da situação. A “mancha” de óleo alcançará ambas costas caso não seja tomada alguma medida.

O ocorrido já é apontado como uma das maiores catástrofes ambientais de todos os tempos. O comprometimento da vida marinha, tanto animal quanto vegetal, é uma grande perda para todo o ecossistema. A flora marinha é a mais importante para a nossa sobrevivência. A flora oceânica é a chamada de verdadeiro pulmão do mundo, devido ao fato das florestas, como a Amazônia, consumirem grande parte do oxigênio que elas produzem por fotossíntese. Isso causará um desequilíbrio ecológico sem precendentes!

O Sr. presidente Barack Obama já se disse que serão tomadas todas as providências possíveis, independente do esforço que isso custar. A questão é: esse esforço tem um preço de cerca de 500 milhões de libras. Agora é que veremos se a humanidade está disposta a abrir mão de sua ganância para proteger o seu meio. Pois o meio poderá sobreviver sem a nossa participação. Mas não sobreviveremos muito tempo mais sem ele.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.